Introdução aos Fósseis
Fósseis (termo latino que significa "ser desenterrado" ou "extraído da Terra"), são restos ou vestígios (traços) de animais, vegetais e de outros micro-organismos (algas, fungos e bactérias) que viveram em tempos pré-históricos e estão naturalmente preservados principalmente em rochas sedimentares ou em outros substratos como resina (âmbar), gelo, solo, cavernas ou betume. A Paleontologia é a ciência que estuda a vida do passado da terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico, iniciada através dos trabalhos de Georges Cuvier, ("Pai da Paleontologia"), sendo figura central na investigação sobre história natural ao comparar fósseis com animais vivos e estabelecendo a anatomia comparada como um método de conhecimento dos seres vivos.
São considerados fósseis, os restos ou vestígios de organismos datados de mais de 11 mil anos atrás. Ou seja, pertencente a uma era geológica anterior a atual ( Holoceno ) e seus estudos começou a ser aprofundado a partir de meados do século XVIII. Atualmente, os fósseis mais antigos encontrados na Terra são datados em aproximadamente 3,7 bilhões de anos (Estromatólitos), que são estruturas rochosas estratificadas compostas por fósseis de cianobactérias fotossintetizantes, que podem estar relacionadas à origem da vida na Terra.
A fossilização está intimamente relacionada com as condições climáticas do planeta, resultando da ação combinada de processos físicos, químicos e biológicos e as características morfológicas dos seres envolvidos, que conservaram, de alguma maneira, os restos ou vestígios durante muitos anos. Geralmente ficam preservadas as estruturas mais resistentes do animal ou da planta, as chamadas partes duras (como dentes, ossos e conchas). As partes moles (como vísceras, pele e vasos sanguíneos) preservam-se com muito mais dificuldade. Pode ocorrer também o caso ainda mais raro de ficarem preservadas tanto as partes duras quanto as moles, como no caso de mamutes lanudos que foram encontrados intactos no gelo e de alguns insetos que fossilizam em âmbar.
A idade de um fóssil é calculada com base em métodos de datação, onde os cientistas medem a quantidade de compostos químicos presentes, por exemplo, nos isótopos de carbono-14 (C¹⁴) em relação ao carbono-12 (C¹²), como os isótopos se degradam, perdendo constantemente a radioatividade, em um ritmo conhecido, é possível calcular sua idade a partir dos resíduos químicos. Esse método moderno de datação dos fósseis é denominado de "radioatividade" e determina quantos milhões ou bilhões de anos, o organismo esteve presente na Terra. Quando não é possível avaliar a idade do fóssil pela análise dos compostos químicos, procura-se fazer a datação da rocha em que ele foi encontrado. Como cada camada de rocha sedimentar é característica de um período geológico específico, é possível determinar uma cronologia através do estudo de uma determinada quantidade de camadas.
Sendo assim, os fósseis são a principal evidência do passado recente ou remoto do nosso planeta, de modo que o estudo sobre eles pode indicar pistas capazes de modificar completamente a forma com que vemos o mundo e as suas evoluções históricas. Logo, contribuindo para a compreensão da história da Terra e principalmente nos fornecendo indícios da evolução biológica as espécies.

