Fósseis e a Paleontologia

A área que estuda os fosseis é a Paleontologia, ela é considerada uma especialidade da biologia e busca estudar os registros de animais, plantas e de quaisquer outros organismos que ficaram preservados nas rochas sedimentares. Desde pegadas de dinossauros petrificadas até o crânio fossilizado de Acresuchus achytemporalis, um crocodilo de aparência singular que viveu entre 11 milhões e 8,5 milhões de anos atrás achado na Amazônia, aqui no Brasil. Esses vestígios e fragmentos são indícios das atividades e da existência que esses organismos teriam vivido em determinadas regiões.

 

Figura 1 - Crânio fossilizado de Acresuchus achytemporalis,


 

Fonte:  https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uplo
ads/2019/02/050-051_Jacar%C3%A9-com-chifre_276-1-1600px.jpg

 

Figura 2 - Fóssil de dinossauro

Fonte:  https://static.todamateria.com.br/upload/55/77/55775b0b69546-fosseis.jpg


Outra forma também em que podemos encontrar esses organismos preservados é no âmbar, na mumificação animal ou em congelamento de locais inteiros. Eles podem ser encontrados com uma qualidade muito boa de preservação. Podemos citar dois exemplos de lugares com temperaturas baixas, como a Sibéria e o Alasca, nestes lugares já foram encontrados mamutes lanosos, rinocerontes, lobos, e muitos outros animais com preservação em bom estado.  Estes animais ficaram congelados desde a última glaciação do Pleistoceno, datando até 45.000 anos, uma joia da natureza.

 

Figura 3 - Âmbar com insetos

 

 

Fonte : http://www.cprm.gov.br/publique/media/canal_escola/metaispreciosos_gemais/ambar_fossilifero.jpg

 

 

Figura 4 - Filhote de mamute encontrado na Sibéria note a preservação dos tecidos moles.



Fonte: https://arqueologiaeprehistoria.files.wordpress.com/2020/07/mamute2.jpg?w=

 

Agora vamos saber um pouco como é realizado esse processo que os paleontólogos costumam realizar quando se deparam com um fóssil, basicamente existe algumas etapas que eles seguem, vejamos:

A primeira etapa é a prospecção, nesse momento é realizado uma análise do mapa geológico da região, em busca de áreas formadas por rochas sedimentares, e tendo achado indícios desses materiais, os pesquisadores buscam vestígios pré-históricos, observando e coletando pedaços do solo naquele local.

Após realizar essa varredura e terem encontrado algum tipo de fóssil, os pesquisadores podem realizar a coleta desse material, sempre de forma muito cuidadosa para que não se quebre ou perca algum material, geralmente eles costumam aplicar um envoltório de gesso para proteger o fóssil.

Posteriormente, inicia-se a etapa do transporte, depois de ter retirado uma parte da rocha com o fóssil, o mesmo será recolhido por um carro se o objeto for pequeno, porém existe situações em que o bloco pode pesar toneladas, sendo necessário o uso de maquinas e guindaste com a ajuda de caminhões para a extração.

A preparação resume-se em separar o fóssil da rocha, geralmente esse processo é lento e bem cuidado, será nesse momento em que os pesquisadores irão usar ferramentas como talhadeiras, marteletes e pinceis. Depois que o fóssil estiver totalmente solto será aplicado uma resina para endurecer e preservar o material para evitar futuras quebras.

Depois de ter preparado o fóssil ele será numerado e catalogado no Livro Tombo, com todos os dados preservados daquele local onde foi realizado a coleta, como a data e os pesquisadores que acharam. Essa fase é nomeada de curadoria e será realizado o armazenamento em um lugar seguro e apropriado de maneira catalogada e organizada.

O patrimônio paleontológico é considerado bens públicos pertencentes à nação e o Brasil possui diversos sítios paleontológicos espalhados por todo o território nacional, dentre eles 15 são exclusivamente paleontológicos e 3 são paeoloambientais (referente a ambiente antigo, existente em determinado período geológico). Esta classificação é da Sigep – Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos, responsável pelo gerenciamento de um banco de dados nacional a respeito do tema e o órgão responsável pelo patrimônio paleontológico é o DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.


Postagens mais visitadas deste blog

A Contribuição dos Fósseis para a Ciência

Referências Bibliográficas